segunda-feira, 11 de outubro de 2010

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Depois de uma fracassada tentativa de prestar vestibular para Veterinária, resolvi tentar no ano seguinte, dessa vez para Filosofia...ok, eu sei que não tem nada a ver, mas descobri que escrever era mais a minha praia do que cuidar de animais.

Tudo ia correndo bem, a faculdade era legal, amigos, cerveja, e alguns breves momentos de estudo, até que engravidei.

Até aí nada demais, não larguei o curso. Mas um dia eu tinha uma prova as 7 da manhã, de filosofia I, só que estava no início de gravidez e estava enjoando demais. Não consegui ir até a faculdade para fazer a prova, achei que meu estômago ia sair pela minha boca, e não seria legal que isso acontecesse no meio da prova. Tudo bem,eu pensei, é só eu pedir a segunda chamada, explicar o que estava acontecendo e ficava tudo certo...claro que nada poderia ser tão simples assim...

Na aula seguinte a prova, fui falar com o professor, que chamarei aqui de "X". Expliquei a ele sobre a minha gravidez, sobre o enjoo, e perguntei sobre a segunda chamada. Ele me disse que não iria dar segunda chamada, que ele já havia dito que não daria segunda chamada...fiquei revoltada claro, afinal é direito de todo o aluno fazer uma segunda chamada, nem que tenha que pagar por isso!

Fui até a coordenação da faculdade reclamar sobre o professor e perguntar como eu poderia fazer para ter direito ao meu direito. Eles me disseram que eu tinha que procurar o chefe do departamento de filosofia para conversar com ele diretamente, até aí tudo bem, mas Murphy foi legal...Perguntei o nome do chefe do departamento, e a moça que me atendeu disse " é o professor X"....legal, o chefe do departamento para quem eu deveria fazer a reclamação ERA O PROFESSOR QUE NÃO QUIS ME DAR A PROVA! Desisti, fui reprovada na matéria, e saí da faculdade sem nunca ter conseguido fazer Filosofia I...

Mas a gravidez acabou, tudo correu bem, e minha filha nasceu ótima e saudável.

Passei por aqueles problemas que toda a mãe passa com recém nascidos, não dormi uma noite mais tranquila, tinha que amamentar de hora em hora de madrugada...mas tudo bem, isso era normal. A pediatra me disse que com 3 meses isso ia passar, que ela ia passar a dormir mais a noite, e esse intervalo ia aumentando. A pediatra não conhecia Murphy...Esperei 3, 4, 5, 6...12 meses!Nunca consegui dormir mais de duas horas por noite! Claro que a minha filha tinha que ser diferente, mas sobrevivi, e descobri que não adianta, depois que temos filhos, nunca mais teremos uma noite tranquila, mesmo quando eles crescem...

Inclusive, o pior é quando eles crescem e podem reclamar de você, e nesse caso ela reclamou e ficou sem falar comigo por uma semana com razão...Na verdade ela não sabia o quanto Murphy agia comigo, se não teria entendido que não foi culpa minha o que aconteceu...

Fui a um ensaio de balé com minha filha na escola dela. Durante o ensaio começou a chover muito, e alagou toda a escola, a água estava quase no joelho. Esperamos um pouco, mas resolvi sair de aonde estávamos para pelo menos tentar sair da escola.

Eu como uma boa mãe, coloquei minha filha nas costas, para ela não molhar o pé naquela água suja. O que eu não contava era de no meio do caminho virar o pé em um buraco minúsculo que só o meu pé encontrou! Claro que quando torci o pé caí na água, e além dela molhar os pés molhou o corpo quase todo...

Além de ela ter me xingado mentalmente até chegar em casa, eu ainda tive que esperar e ir ao hospital com as ruas alagadas, para melhorar não tinha ortopedista de plantão! Fizeram uma tala bem mal feita no meu tornozelo, e só no dia seguinte consegui achar um ortopedista e engessar o pé novamente....

Essa é a segunda estória sobre torcer o pé que conto por aqui, isso aliás é uma frequente na minha vida. Pelo menos uma vez por ano eu torço o pé. E tudo começou quando eu rompi os ligamentos do tornozelo de uma forma que só Murphy mesmo para fazer isso acontecer dessa forma...

Bem, eu praticava Judô, era faixa laranja, e na minha turma só tinham meninos.

Meu professor nos colocou para fazer um "treino livre", era para lutarmos, mas sem valer nada, sem contagem, só para praticar.

Ele me colocou para lutar com um menino faixa branca. Eu não estava criando muita resistência, nem estava "pegando pesado" com ele, afinal era só um treino. Deixava ele me derrubar, e aplicava nele alguns golpes básicos...eu deveria ter levado isso a sério.

Muito bem, eu já vi gente se machucar lutando. Ou porque cai da maneira errada, ou porque dá um passo em falso, aplica um golpe da maneira errada, resiste demais em um contra golpe e torce um joelho ou um pulso...Mas nunca vi ninguém se machucar da forma que EU me machuquei.

O menino que estava treinando comigo foi me aplicar um golpe básico, em que você se posiciona de costas para o adversário, estica a perna e faz seu adversário "tropeçar" sobre essa perna. Como eu disse não estava oferecendo resistência, quando ele se posicionou para o golpe eu soltei o corpo para deixar ele aplica-lo em mim, depois era só eu cair direito e tudo certo. Mas CLARO que não foi assim que aconteceu. Ele conseguiu PISAR NO ME PÉ quando foi aplicar o golpe, e me arremessou...o resultado foi...eu FUI e meu pé FICOU...ou seja, adeus ligamentos do tornozelo...

Até hoje ele não é mais o mesmo... Esse ano consegui não torcer o pé ainda, mas ainda faltam 2 mêses para o fim do ano.

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